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Olimpíadas: sentimento esportivo repassado entre gerações

Autor: Artur Dullius/Tiago Silva / Foto: Adrian Dennis-AF
Fonte: Imprensa Univates



Começa, nesta sexta-feira (5/08), oficialmente, os Jogos Olímpicos de 2016. O Rio de Janeiro é a casa. As competições, que vão até  21 de agosto, movimentam nações e gerações por meio de diversas modalidades esportivas. Aproximadamente 11 mil atletas, oriundos de 204 países, desembarcaram no Brasil em busca das 306 medalhas colocadas em disputa. Ao todo serão 42 modalidades esportivas, sendo o rugby a novidade desta edição.

História
Os Jogos Olímpicos tiveram início na cidade de Olímpia, na Grécia antiga, sendo a primeira realizada no estádio Panathenaic, em Atenas. Os homens participavam dos jogos em honra a Zeus e as mulheres tinham seus próprios jogos em honra a Hera. O vencedor recebia uma coroa de louro ou de folhas de oliveira.

Depois de séculos sem competição, os Jogos Olímpicos foram retomados por Pierre de Coubertin em 1896. Atualmente o evento é visto como um momento de integração entre os povos. Mas nem sempre foi assim. Em 1936, em plena Alemanha nazista, os Jogos de Berlim foram organizados para mostrar a supremacia da raça ariana. Só que eles não contavam com o desempenho de Jesse Owens. O americano – um negro de família pobre do Alabama – ganhou quatro medalhas de ouro no atletismo.

Porém, com o passar das edições, a segregação foi suplantada e deu espaço ao que se chama de “olimpismo” – uma filosofia que tem como princípios a amizade, a compreensão mútua, a igualdade e a solidariedade. Conforme Derli Neuenfeldt, coordenador do curso de licenciatura em Educação Física da Univates, o evento busca uma combinação entre esporte, cultura e meio ambiente. “A convivência na Vila Olímpica é um dos principais fatores dessa filosofia. Ela propicia intercâmbio cultural e a troca de experiências entre os atletas,” explica.

Fator casa

As Olimpíadas ocorrem a cada quatro anos, mas a preparação é constante. Neste período de grande evolução tecnológica, os atletas contam cada vez mais com tecnologias de ponta para que possam alcançar o desempenho pleno durante as competições. Almejar a vitória e buscar a superação individual ou coletiva são elementos fundamentais no contexto esportivo. Mas nem todos têm as mesmas condições.

Como já é clichê no mundo esportivo, “jogar em casa” é um fator determinante em muitos resultados, e no Brasil não deve ser diferente. O calor da torcida e o apoio que vem das arquibancadas estimulam atletas na busca da superação física e mental. “As Olimpíadas criam uma atmosfera emotiva para atletas e torcedores e isso pode trazer uma condição diferenciada”, acredita Leonardo de Ross Rosa, coordenador do curso de Educação Física – bacharelado da Univates.

Conforme explica Rosa, a composição corporal e os fatores ambientais e socioeconômicos também influenciam diretamente nos resultados. “As características físicas dos atletas dão indícios de em quais modalidades eles se saem melhor e de onde podem chegar. Esses fatores têm menos impacto em esportes coletivos, que facilitam a participação de atletas de várias etnias.”

O doping

Em alguns casos, essas circunstâncias não são suficientes para que o atleta alcance o desempenho desejado. Assim, muitos esportistas apelam para o uso de medicamentos ilícitos – proibidos no controle antidopagem. Dessa forma, quebra-se um dos maiores princípios do esporte: o fair play (o jogo limpo). “Não podemos negar que o doping está em meio aos jogos. O uso desses medicamentos possibilita ao atleta ir além das capacidades naturais do ser humano”, destaca Leonardo.
Rosa salienta que nem todos os países têm condições de realizar controle individualizado dos atletas, destacando que a checagem nas Olimpíadas será rigorosa devido ao escândalo do sistema de dopagem realizado pela Rússia. O país foi excluído das competições de atletismo pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Os favoritos

Conforme Leonardo de Rosa, Cuba, EUA e Canadá são os principais adversários dos brasileiros no quadro de medalhas. Ele lembra que o Brasil tem chances em várias modalidades olímpicas, pois o país congrega várias etnias, o que agrega qualidade em diferentes modalidades. Porém, o professor faz uma ressalva sobre o quadro de medalhas. “Na minha visão, ele é um tanto equivocado, pois se o país tiver uma medalha de ouro e 40 de prata, vai ficar atrás de qualquer país que tiver duas de ouro.”

A bandeira

A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores (correspondendo o anel azul à Europa, o amarelo à Ásia, o preto à África, o verde à Oceania e o vermelho às Américas).

O legado

Conforme Neuenfeldt, a visibilidade global gerada pelos Jogos Olímpicos possibilita que ações de atletas, ou acontecimentos relacionados a eles, ganhem a atenção de milhões de pessoas. “As Olimpíadas refletem os valores da sociedade em que vivemos. Portanto, é um excelente espaço para analisarmos: quais esportes têm maior espaço na mídia? Por que há esportes que não fazem parte das Olimpíadas? Como está a participação das mulheres nos esportes?”, indaga.

O professor lembra ainda da situação dos atletas paralímpicos: “Além disso, não podemos deixar de falar das Paralimpíadas, que permitem a participação de pessoas com deficiências, que, historicamente, viveram em um espaço marginal na nossa sociedade, sendo uma conquista poderem competir em nível de esporte de rendimento.”





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