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Adulto também tem que se vacinar. Saiba de quê

Autor: Bruna de Mattos
Fonte: Imprensa Imed

 


Ao contrário do que muitos adultos pensam, vacinação não é coisa só de criança. Como nenhuma doença infecciosa é exclusiva de uma faixa etária, todos precisam estar vacinados, principalmente os adultos.


O dia 9 de junho é marcado como Dia Nacional da Imunização, uma forma de lembrar que todas as vacinas precisam estar em dia. Para isso, a rede pública de saúde oferece aos adultos, gratuitamente, vacinas para uma ampla variedade de doenças, que podem ser facilmente evitadas com a imunização. Um adulto com a caderneta de vacinação desatualizada corre riscos não apenas de desenvolver formas mais agressivas das doenças, mas também de fazer às vezes de vetor de transmissão, podendo colocar em risco outras pessoas.


A vacinação é responsável pela diminuição da incidência de diversas doenças na população. Considerando as formas de transmissão de algumas delas, os adultos tornam-se alvos, em alguns casos, até mais vulneráveis do que as crianças. Um exemplo disso é a hepatite B, que é transmissível através de secreções orgânicas e por contato sexual.


Conforme explica a professora dos cursos de Medicina e Odontologia da IMED, Clarice Saggin Sabadin, “as vacinas são produzidas com partes de vírus ou bactérias enfraquecidos, que entram no organismo para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos. Uma vez que os anticorpos estão em circulação no sangue, o corpo está pronto para combater os microrganismos causadores da doença. O problema é que algumas vacinas acabam por perder seu efeito protetor com o passar dos anos, e precisam de novas doses para reforço do efeito imune e produzir novos anticorpos”, diz.


Estudos concluem que a vacinação infantil no Brasil tem bons índices. Porém nos adultos, quando esse reforço se faz necessário, a adesão ainda é muito baixa. De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas metade dos adultos de 20 a 29 anos foram imunizados contra hepatite B, e 32% das mulheres de 15 a 49 anos tomaram a vacina contra difteria e tétano. Para o caso das vacinas que não são fornecidas para adultos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um dos obstáculos é o preço.


Algumas vacinas são importantes apenas para determinados grupos como, por exemplo, a vacina da gripe é recomendada especialmente para pacientes com doenças pulmonares crônicas, como a asma, que são mais suscetíveis a infecções respiratórias, mas todas as pessoas podem fazer. Essa vacina deve ser realizada anualmente devido às mutações do vírus causador da doença.


A professora esclarece ainda que o adulto não necessita realizar todo esquema vacinal de uma criança, pois possui uma “bagagem vacinal”. A avaliação da necessidade de reforços deve ser feita através de exames específicos. “O sistema imune do indivíduo guarda informações recebidas previamente e, quando novamente estimulado, essas informações são recrutadas e entram em ação para defendê-lo. Por essa razão, sempre se aproveitam doses anteriores de vacinas”, explica.


Existem algumas situações em que é particularmente importante a vacinação em adultos, como pessoas com problemas cardíacos graves, onde a pessoa precisa evitar gripe ou pneumonia. Do mesmo modo, pessoas que têm pneumopatias, diabetes mellitus, anemia falciforme, portadores de HIV/Aids e outras condições de saúde precisam ser rotineiramente orientadas a atualizarem seu esquema de vacinação. Existem também algumas situações em que a exposição ocupacional é importante, por exemplo, o profissional de saúde, o qual deve atualizar seu esquema vacinal com vacinas contra varicela, hepatite B, tríplice viral, tríplice bacteriana, gripe entre outras.


As vacinas para adultos são uma maneira eficaz de prevenir diversas doenças como o tétano e a febre amarela, por exemplo.


As vacinas recomendadas para os adultos são:


- Vacina tríplice bacteriana - para coqueluche, difteria e tétano: deve ser tomada a cada 10 anos, como reforço. Em indivíduos que não foram vacinados na infância ou não têm nenhum registro da vacina, antes do reforço devem fazer três doses com um intervalo de dois meses entre elas;


- Vacina tríplice viral - contra sarampo, caxumba e rubéola: deve ser administrada em mulheres com até 49 anos e em homens com até 39 anos, que não têm comprovação de terem tomado a vacina antes;


- Vacina contra a febre amarela - deve ser tomada a cada dez anos como reforço e dez dias antes para quem vai viajar para uma região de risco, como zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;


- Vacina contra o HPV - deve ser tomada, preferencialmente, até os 26 anos por qualquer pessoa e por mulheres que ainda não iniciaram a sua vida íntima, em três doses com um intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a segunda e a terceira.


Para os adultos que não buscam a imunização por receio das reações adversas, a professora explica que estas reações não são comuns. "Estatisticamente, a taxa de reação está por volta de 1% a 2%, e as principais reações ocorrem em até 48 horas após a sua aplicação como dor, febre, vermelhidão e inchaço no local, dores de cabeça e musculares, indisposição e cansaço. Esses sintomas tendem a desaparecer em cerca de dois a três dias. Indivíduos com sistema imunológico debilitado, como no caso de AIDS ou câncer, por exemplo, e as grávidas têm maior chance de desenvolver reações adversas, e, por isso, devem consultar um médico antes de tomar qualquer vacina”, ressalta.


Em casos mais raros, algumas vacinas antivirais da hepatite, tríplice viral, gripe, varicela e poliomielite podem produzir efeitos autoimunes, como artrite reumatoide, vasculites, neuropatias, trombocitopenia, etc., também reações alérgicas devido aos seus componentes, podendo produzir inclusive choque anafilático.





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